She's not kind of girl who likes to tell the world about the way she feels.

“Eu amava você. E suas janelas emperradas e seus bonequinhos no banheiro e a voz mansa e doce de mal elemento e o cinismo genial me afastando de você enquanto eu queria amarrar meu cabelo no seu pé e seguir do seu lado mesmo sendo desconfortável.”
Tati Bernardi.  


“O meu desespero é que quando acaba você fica inteiro
e eu fico o pó.”
Clarice Falcão. 

“Você me disse que eu amava o personagem sem rosto que estava na minha cabeça e não você. Eu amo de quase morrer o mesmo cara que nunca existiu. Tá, e daí? Não dá pra fazer o teste e pegar logo o papel?”
Tati Bernardi





“Pra ser bem sincera, eu não sei nada sobre sinceridade quando tenho que admitir o que sinto por você. Quer dizer, olha, Stubb… Como explica essas coisas? Só sei que toda vez que você bate a porta dizendo que é a última vez, eu sinto como se tivesse desaprendido a andar. E agora, pra aprender novo, teria que me escorar em outra parede. Você sabe, eu sou praticamente uma parede, mas te fiz a minha. Eu sou gelada, eu não sei demonstrar nada e isso te deixa meio… Puto. Olha aí, a convivência com você me deixou de boca suja. Boca suja, mente ocupada, cabeça em mil outros lugares e ainda me deixou dislexia de atenção. O meu medo? É ser covarde o suficiente pra dar as caras pra você. De peito aberto, com a guarda baixa. O meu medo, Stubb, é que você continue sendo sempre esse babaca e que eu continue sendo sempre essa idiota. Você fez seus vinte anos, tem a mente de setenta e seis e se comporta como se ainda tivesse doze. Ainda lembro do primeiro texto que fiz pra você pra tentar explicar o que eu tava sentindo, que era super confuso, e agora não é diferente. O que muda é a proporção das coisas, eu gosto de você demais pra alguém tão de menos. Você bagunçou meu mundo, não que ele já não fosse o suficiente antes, mas você é tão ruim, que faz parecer que essa bagunça é boa. Que de alguma forma essa bagunça se encaixava em mim, e de brinde você ainda veio fazer parte dela. Porque arrumar que é bom, nem você nem eu conseguimos. De algum jeito estranho a gente se identifica com isso, e fizemos dessa relação ponta cabeça algo que só nós dois, os desastrados, entendemos. Você acha que eu fui meia sincera demais? Eu perco a noção, Stubb, do quanto até os meus gostos e tipos você mudou. Eu escuto muito mais bandinhas que rimam certinho, do que bandas de menininhas. Eu juro, Stubb, eu sempre soube me virar na minha bagunça arrumadinha. Mas agora, usando toda minha sinceridade barata, assumo que só me acho nessa bagunça, quando tu passa pela porta falando “aí, robin, só voltei pra dizer que… que eu sou babaca e você também. Que que tem pra comer aí?”. E volta, fica, vai, some, xinga e… Volta. Quer mais um segredo, Stubb? Esse é nosso ciclo vicioso, sem data de acabar.”
robin and stubb

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